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Impactos da Guerra Tarifária nos investimentos


Dia 09 de Julho Trump enviou para Lula uma carta decretando tarifas de 50% nos produtos brasileiros, a partir do dia 1 de Agosto. Após isso, a desvalorização da moeda Real diante do Dólar foi significativa. Como ficam os investimentos nesse momento? Em que se deve investir?



Nesse cenário de instabilidade, a FIEMG, Federação das Industrias do Estado de Minas Gerais, grupo da indústria, que foi muito impactado com as tarifas. Eles realizaram um estudo que prevê perda de 1,3 milhões de empregos no longo prazo devido às tarifas e perdas de 175 bilhões, com um decrescimento de 1,49% do PIB. Se o Brasil der uma taxa recíproca (50%) a queda pode ir até 2,21%.



Ademais do Brasil, países da União Europeia, Ásia, África e as Américas também sofreram com as tarifas. Nesse momento alguns países entregam uma tarifa recíproca, mas todos tentam juntar seus líderes com Trump para negociar. Como foi o caso da China, que em Maio sentaram se para conversar Xi Jinping e Trump para negociarem o seu embate tarifário, onde produtos chineses nos EUA, foram de 145% para 30% de taxas, enquanto na China foram de 125% para 10%. Isso mostra a necessidade de uma diplomacia que conversa com todos para solucionar esse tipo de impasse político e que não escalona os problemas.



No caso do Brasil, é seria interessante Lula se encontrar com Trump, para negociar as tarifas e rever acordos comerciais, visto que, até mesmo a China, seu maior adversário na economia mundial, conseguiu reduzir as taxas. Lula, ao invés disso, não propõe diálogo. Brasil e EUA sempre foram grandes parceiros comerciais, tanto pelo seu alinhamento histórico, quanto pela geografia e é desnecessário esse cenário em que as nações se encontram. O maior perdedor disso é o Brasil, uma vez que se perde um grande núcleo consumidor da produção nacional, sem os Estados Unidos terá que se encontrar outros lugares para escoar os produtos. Se houver uma taxa recíproca, a qualidade e tecnologia dos produtos brasileiros não é suficiente para suprir a dos americanos importados, então, nos dois cenários de possíveis respostas o Brasil sai prejudicado.



As tarifas vêm do isolacionismo americano que Trump tenta praticar desde o início do seu mandato, começam no início desse ano, em Abril, Trump mostrou essa tabela com as novas tarifas para cada país ou grupo, após diversas negociações, acredita-se que isso tenha sido um movimento para atrair negociações com os países tarifados, que se pode ver na lista a seguir:


Devido às tarifas, o mercado todo está com medo dessa tamanha volatilidade, por isso, commodities mais conservadoras como ouro se mostraram interessantes, como um ativo de reserva, que se mantém forte em tempos de crise. Segue o gráfico de um ETF de ouro desde o anuncio das tarifas no dia 9/7:

Este gráfico foi retirado da https://br.investing.com/commodities/gold



Além do ouro, vale ressaltar a importância da diversificação em ativos dolarizados, uma vez que o poder da moeda estadunidense é muito maior. Desde a criação do Plano Real, 31 anos atrás, a moeda teve uma inflação acumulada de 710%, na prática, 100 reais em 1994 seriam 12,71 hoje. Enquanto isso, o Dólar teve inflação acumulada de 112%, onde as compras com 1 dólar seriam feitas com 2,12 atualmente – de acordo com Ptax – taxa média de câmbio oficial pelo Banco Central.



É muito importante a diversificação e, também, ter uma parte do seu patrimônio investido no exterior é essencial nos dias de hoje. A aplicação em ETF (Exchange Traded Fund) dolarizados se faz crucial nos dias de hoje, entre eles existem das mais diferentes maneiras, sejam eles de renda fixa ou que replicam índices, como S&P500 (índice com as 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos) ou Nasdaq100 (100 maiores empresas americanas não financeiras de capital aberto).



Um ótimo exemplo para ver a performance dos ETF’s americanos é comparar a rentabilidade dos maiores índices de cada moeda, o Ibovespa e o S&P500, no gráfico abaixo:

Nota-se a força do S&P500, com quase o dobro de rentabilidade no curto prazo (1-3 anos) e quase o triplo no longo (5 anos), sem contar o ganho real, uma vez que a inflação do Dólar é muito inferior a do Real. É inevitável para qualquer investidor qualificado alocar no exterior. Se precisar de orientação para investir, a Musa Capital pode lhe ajudar, com uma consultoria de investimentos especializada e sem conflito de interesses. Fale conosco pelo site: www.musacapital.com.br


Fontes: https://www.fiemg.com.br/noticias/tarifa-de-50-dos-eua-sobre-exportacoes-brasileiras-pode-impactar-o-pib-em-ate-r-175-bilhoes/
https://www.poder360.com.br/economia/inflacao-do-real-foi-7-vezes-maior-que-do-dolar-em-30-anos/
https://borainvestir.b3.com.br/comparador-de-etfs/BOVA11/IVVB11/




Gustavo Chazan
Estudante de Economia da UFRGS

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