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Fundos de Investimento: Guia completo sobre tipos e como escolher um fundo

Atualmente existem 46.982 fundos de investimento registrados na ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), totalizando um patrimônio líquido de R$9,2 trilhões até o final de 2024.

Somente em 2024 os fundos captaram mais de R$60 bilhões em novas aplicações, um crescimento de 10,1% em comparação com o ano de 2023.

Essa indústria não para de crescer e está cada vez mais em destaque, nesse artigo você vai entender:

  • O que são fundos de investimento;
  • Tipos de fundos;
  • Vantagens de investir via fundos;
  • Desvantagens;
  • Custos (taxa de adm, performance, etc.);
  • Tributação;
  • Participantes do fundo (administrador, gestor, custodiante, auditor independente, distribuidor, cotista);
  • Dinâmica de aplicação e resgate.

O que são fundos de investimento?

Pense que você quer fazer um churrasco perfeito, mas precisa de vários ingredientes diferentes: picanha, linguiça, sal grosso, carvão, pão de alho, etc.

Comprar tudo separadamente pode ser chato e, se você errar na escolha de um ingrediente, corre o risco de arruinar o churrasco.

Um fundo de investimento é como uma cesta de itens já montada por um especialista. 

Em vez de você sair comprando cada ação, título ou tipo de investimento individualmente, o fundo já vem com uma variedade de ativos dentro dele. O gestor (o “churrasqueiro”) é quem escolhe e combina os melhores “ingredientes” (os ativos) para atingir um objetivo específico.

Se você prefere uma carne bem passada, ele vai focar em investimentos mais seguros e de menor risco (como um fundo de renda fixa). Se gosta dela mal passada, buscando mais sabor e um pouco mais de risco, ele vai para investimentos com maior potencial de retorno (como um fundo de ações).

Você compra uma “fatia” dessa cesta (uma cota), e o gestor cuida de tudo para que seu “churrasco” (seu investimento) seja um sucesso.

Exemplo:

Vamos supor que você e mais 4 pessoas vão montar um fundo, cada um investiu R$10 mil, ou seja, o patrimônio total do fundo é de R$50 mil e cada investidor tem 20% do fundo.

Esse fundo terá 500 cotas e cada uma custará R$100, como cada investidor tem R$10 mil no fundo, terão 100 cotas cada um.

A depender da performance dos investimentos, o valor dessa cota pode se valorizar ou desvalorizar.

Existem vários tipos de fundos e cada um deles é recomendado para os mais diversos perfis de investidor, desde os conservadores até os arrojados.


Tipos de fundos

Atualmente os tipos de fundos são determinados pela instrução CVM nº 555, são eles:

  1. Fundos de Renda Fixa
  2. Fundos de Ações
  3. Fundos Multimercados
  4. Fundos Cambiais
  5. Fundos de Fundos

Essa é a classificação oficial, porém veremos que elas não abrangem todos os fundos disponíveis no mercado.


Fundos de renda fixa

Fundos classificados como Renda Fixa devem possuir, no mínimo, 80% da carteira em ativos de renda fixa.

Esses ativos podem ser títulos do tesouro direto: tesouro selic, prefixado e IPCA+.

Também ser de títulos bancários: CDB, LCI/LCA, LF, etc.

Ou ainda títulos de crédito privado: CRI/CRA, debêntures, bonds.

A depender da política de investimentos que o gestor do fundo segue, ainda podem ter subdivisões como:

  1. Fundo de Renda Fixa Simples
  2. Fundo de Renda Fixa Curto Prazo
  3. Fundo de Renda Fixa Referenciado
  4. Fundo de Renda Fixa Dívida Externa

Os fundos referenciados DI, por exemplo, são considerados um dos tipos de fundos mais seguros, pois aplicam 95% do valor do fundo em ativos que acompanham o CDI, ou seja, a maioria dos títulos que o fundo vai investir serão de baixo risco.


Fundos de ações

São compostos por, no mínimo, 67% do fundo em:

  1. Ações, Units, Bônus ou Recibos de subscrição, listados em bolsa ou balcão organizado;
  2. Brazilian Depositary Receipts (BDR) nível II e III;
  3. Cotas de outros Fundos de Ações.

O gestor pode variar bastante a estratégia do fundo, podendo comprar ações somente de empresas pequenas, com bom potencial de crescimento, as chamadas small caps.

Pode também investir somente em empresas mais maduras, como as blue chips, boas pagadoras de dividendos.

Ou ainda focar em alguns setores, como financeiro, energia, saneamento, agronegócio, setores esses que são cobertos pelo time de analistas do fundo, cada analista cobre um ou mais setores diferentes a fim de munir o gestor de dados para as tomadas de decisões.

Esse tipo de fundo faz muito sentido para investidores que não se sentem confortáveis ou não sabem como estudar uma empresa para tomar boas decisões de investimento.

Nesses casos, delegar esse trabalho para um fundo de investimento é não só interessante, como também prudente.


Fundos cambiais

Essa classe é composta por alguma exposição direta a moedas estrangeiras, sendo que os fundos devem ter pelo menos 80% do patrimônio aplicado à variação de determinada moeda.

São fundos usados em sua grande maioria para proteção contra a desvalorização do Real (R$), as exposições mais comuns são ao Dólar e Euro.


Fundos multimercados (MM)

Esse é o tipo de fundo mais flexível, podem ter várias classes dentro dele, renda fixa, ações, moedas, etc.

Sendo que não existe nenhum percentual pré definido de quanto é o mínimo que se deve ter em determinada classe.

Fundos multimercados cumprem um papel muito importante em uma carteira de investimentos já que uma das vantagens é o fato de esses fundos podem ter tipos de ativos que não seria possível ou seria muito burocrático que uma pessoa física tivesse acesso.

Além disso, os gestores desses fundos podem tomar decisões de novos investimentos ou de sair de alguns ativos baseado no cenário econômico daquele momento, seja do Brasil ou Global.

Um exemplo disso é o fundo se expor mais a ações nos EUA do que no BR se o cenário econômico por aqui estiver muito incerto.


Fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC)

Investem nos chamados direitos creditórios, que são recebíveis de créditos referentes a transações comerciais, como cheques, duplicatas, cartão de crédito, etc.

Na prática, o FIDC compra esses recebíveis com desconto com a expectativa de ganhar os juros da dívida quando os devedores pagarem.

Por exemplo: suponho que a Renner tem um total de R$10 milhões em recebíveis a serem pagos pelos clientes nos próximos 2 anos, nesse caso um FIDC pode pagar a vista R$8 milhões para ter o direito a receber os R$10 milhões nos próximos 2 anos.

Assim, a Renner vai ter o adiantamento de R$8 milhões para reinvestir na sua operação e crescer, e o FIDC vai entregar rentabilidade aos seus cotistas.

Dentro do fundo a estrutura é um pouco mais complexa que isso, já que existe uma empresa securitizadora que faz o meio campo entre o fundo e as transações comerciais (da Renner no exemplo), mas para que fique mais didático o exemplo acima é válido.

Esses fundos têm de investir no mínimo 50% do patrimônio em direitos creditórios, podendo se estender até 67% caso seja um FIDC que invista em outros FIDC, e o restante do patrimônio deve ser aplicado em renda fixa com liquidez.


Fundos de investimento imobiliários (FII)

Esses fundos investem a maior parte do patrimônio em ativos imobiliários, podendo ser imóveis, ações de empresas do setor de construção civil, renda fixa imobiliária (CRI, CRA, LCI, LCA e etc.).

Alguns fundos podem também ser do tipo desenvolvimento, que servem para executar projetos imobiliários.

Os principais setores de imóveis que fazem parte desses fundos são galpões logísticos, shoppings centers e lajes corporativas, mas também podem ser de outros setores como agências bancárias, hotéis, hospitais, universidades, entre outros.

FII tem de distribuir no mínimo 95% do lucro/renda aos cotistas.


Fundos de investimento em participações (FIP)

O objetivo aqui é comprar parte de empresas, geralmente de capital fechado (não listadas em bolsa de valores), mas também podendo ser de capital aberto, com a intenção de vendê-las mais a frente.

Geralmente esses fundos compram participações relevantes nas empresas, inclusive fazendo parte do conselho delas, podendo influenciar nas decisões do negócio.

No mínimo 90% do patrimônio do fundo deve estar ligado a participações societárias e esse tipo de fundo é voltado somente para investidores qualificados, que são aqueles que tem mais de R$1 milhão em aplicações financeiras ou possuem alguma certificação do mercado financeiro (CPAs, CEA, CNPI, etc.).


Fundos de fundos (FOF)

São fundos que investem em outros fundos.

A principal justificativa para se investir nessa classe se deve ao fato de que o gestor será responsável por escolher os fundos que farão parte da carteira.

Alguns investidores iniciantes podem preferir esse tipo de aplicação.


Fundos de índice (ETF)

Essa classe vem ganhando bastante relevância nos últimos anos, são os exchange traded funds (ETFs).

São fundos que contam com gestão passiva, ou seja, o gestor não tem a função de escolher os ativos que vão compor a carteira do fundo, ele somente deve acompanhar o desempenho de algum índice de mercado (benchmark).

Para acompanhar o índice, o gestor deve comprar os mesmos ativos que compõem aquele índice na proporção que eles têm de participação na carteira do índice.

Por exemplo, se um ETF tem de seguir o IBOVESPA, ele tem de comprar todas as empresas que compõem esse índice na mesma proporção que elas têm.

Existem vários índices no mercado, tanto na renda fixa quanto na renda variável, o que faz com que os ETFs possam ser também de qualquer uma dessas duas categorias.


Vantagens de investir via fundos

A principal vantagem de investir via fundos é o fato de que o investidor entrega para um gestor profissional a responsabilidade de avaliar ativos antes de investir e acompanhar os mesmos após o investimento ser feito.

Isso poupa tempo e também dinheiro, já que investidores iniciantes ou sem conhecimento podem ter prejuízos altos investindo por conta própria.

Além disso, ao investir em um fundo o investidor já passa a ter uma diversificação alta, já que o gestor pode investir em várias emissões no caso da renda fixa, várias empresas no caso das ações e pode também ter uma diversificação global, investindo fora do Brasil.

Outra vantagem é que, como geralmente tem muito patrimônio investido em um fundo (passa de bilhão em alguns casos), o gestor do fundo passa a ter um acesso diferenciado a informações, como por exemplo um gestor de um fundo de crédito privado que pode ter acesso a uma reunião com o dono da empresa ou algum membro da diretoria para coletar informações adicionais antes de tomar a decisão de investir na detentor daquela empresa, ou nas suas ações se for um gestor de um fundo de ações.

Quanto mais informações o gestor tiver acesso, maior é a chance de sucesso naquele investimento e também da rentabilidade que ele vai conseguir entregar aos cotistas do fundo.

Um investidor pessoa física dificilmente teria acesso a informações adicionais, já que a capacidade de investimento de uma pessoa física em geral é muito menor do que a de um fundo de investimento.

Por último, temos a vantagem de investir via ETF, já que estudos como os da Vanguard e os relatórios SPIVA, mostram que gestores de fundos com gestão ativa (escolhem ativos) têm dificuldade em superar os benchmarks (índices).

É importante destacar que esses estudos foram feitos no mercado dos EUA, existe a evidência que gestores brasileiros também têm dificuldade de superar seus benchmarks, por isso a importância de selecionar fundos que conseguem bater seus benchmarks consistentemente.


Desvantagens

No caso de fundos de renda fixa a primeira desvantagem é o fato de não possuírem a garantia do FGC (fundo garantidor de créditos) de R$250 mil por CPF, proteção essa que existe em investimentos bancários, como os CDBs, LCIs, LCAs, etc.

Em fundos de ações a desvantagem, além da citada anteriormente da dificuldade dos gestores baterem o mercado, temos também o fato de que muitos investidores não possuem visão de longo prazo ou ficam com medo de perder dinheiro durante crises e acabam resgatando o dinheiro aplicado nos fundos.

Esses resgates em massa podem prejudicar a performance do fundo, já que obriga o gestor a vender ações com prejuízo sendo que elas se recuperaram em tempo.

Por fim, temos a desvantagem em relação aos custos de se investir via fundos, que vão ser abordados em seguida.


Custos

Para a manutenção de toda a estrutura de um fundo de investimento existem desde os custos operacionais até a remuneração dos gestores, analistas, entre outros.

Esses custos são arcados pelos cotistas através de uma taxa de administração e/ou performance.

No caso da taxa de administração, é uma taxa que incide sobre o patrimônio do fundo e é cobrada diariamente, ou seja, se um fundo cobra uma taxa de 2% ao ano, essa taxa é dividida em 252 dias, que é a quantidade de dias úteis em um ano.

O percentual cobrado em taxas de administração varia muito, existem fundos que têm taxa 0% e outros que cobram 3% ao ano.

É importante avaliar se a taxa cobrada é condizente com a complexidade da função do gestor, não faz sentido por exemplo um fundo que investe somente em títulos de renda fixa de baixo risco cobrar 3% ao ano, agora o gestor de um fundo de ações pode cobrar taxas em torno de 2% a 3% devido ao risco mais alto dos investimentos que faz.

A taxa de administração cobre os custos operacionais do fundo e a remuneração da equipe, sendo assim, praticamente todos os fundos de investimento têm essa taxa, com exceção dos fundos com taxa zero que costumam fazer aplicações muito simples, a fim de ser usado pelos investidores como caixa ou reservas devido a sua liquidez diária.

Já a taxa de performance serve como uma remuneração adicional ao gestor do fundo caso ele consiga entregar uma rentabilidade mais alta que determinado índice que ele usa como referência.

Por exemplo: um fundo de renda fixa que tem o CDI como referência pode cobrar uma taxa de performance de 20% da rentabilidade que exceder o CDI.

Se o CDI foi 10% e o fundo entregou 12%, logo os 2% excedentes terão a cobrança de 20% como performance, ou seja, 0,4%

A taxa de performance serve como um incentivo para o gestor entregar melhores resultados, mas ela também deve ser avaliada com cuidado, já que se o índice de referência for muito fácil de ser batido, ela se torna prejudicial ao cotista.

Um fundo de renda fixa simples que use o IPCA como índice de referência quase sempre baterá o índice, já que o CDI sempre tende a ficar acima da inflação, nesse caso o gestor não teria um desafio condizente com a cobrança da taxa de performance.

Por outro lado, faz sentido que o gestor de um fundo de ações cobre performance sobre o que exceder o Ibovespa ou o IBrX  50, já que são índices de ações e seriam desafiadores de serem batidos.


Tributação

O imposto de renda varia de acordo com o tipo de fundo, mas ele sempre incide somente na rentabilidade, nunca sobre o valor investido.

No caso de fundos de renda fixa, multimercado e cambial, as regras de tributação são as mesmas, sendo que a primeira regra é em relação ao prazo médio dos títulos da carteira.

Se o prazo médio for inferior a 365 dias, o fundo é classificado como de curto prazo, por outro lado se o prazo for superior a 365 dias, será classificado como de longo prazo.

Para ficar mais didático, o prazo médio dos títulos seria a média dos vencimentos dos investimentos de renda fixa da carteira do fundo.

No caso dos fundos de curto prazo, se o investidor permanecer com o dinheiro aplicado no fundo por um período de até 180 dias, a tributação será de 22,5%, se permanecer por um período superior a esse a tributação é fixada em 20%.

Nos fundos de longo prazo, as tributações são as seguintes:

  1. 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  2. 20% para aplicações com prazo entre 181 e 360 dias;
  3. 17,5% para aplicações com prazo entre 361 e 720 dias;
  4. 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

Come-cotas

O imposto de renda na maioria das vezes costuma ser cobrado somente no momento do resgate do investimento, porém, os fundos de renda fixa, multimercado e cambial contam com o come-cotas, que é a antecipação do imposto de renda uma vez por semestre.

No último dia útil de maio e novembro é cobrado imposto de renda sob a rentabilidade do semestre, sempre na menor alíquota daquele tipo de fundo.

Se for fundo de curto prazo a antecipação será sempre de 20% e nos fundos de longo prazo, sempre de 15%, não importando se o investidor está no fundo a menos de 2 anos.

Caso no momento de resgatar o dinheiro no fundo, a alíquota seja maior que o come cotas, somente a diferença será cobrada.


IOF

O imposto sobre operações financeiras é cobrado caso o investidor permaneça dentro do fundo por um período inferior a 30 dias, conforme tabela abaixo:


Fundos de ações

Os fundos de ações têm tributação específica, a alíquota é fixa em 15% e é cobrada somente no resgate, sendo que é o administrador do fundo quem recolhe o imposto, o investidor não precisa se preocupar com emissão de DARF.

Porém, no caso de ETFs de ações, é o investidor quem calcula o ganho e recolhe o imposto, sendo que na venda é retido um percentual de 0,005% na fonte, o chamado “dedo-duro”.

Esse desconto na fonte é conhecido assim porque ele serve para informar a receita federal que o investidor fez uma venda de um ativo e deve recolher o imposto que falta na DARF, a fim de facilitar a fiscalização.


Fundos imobiliários

No caso de fundos imobiliários, sempre vai existir a cobrança de 20% de imposto de renda sobre o lucro na venda da cota, sendo que é o próprio investidor quem deve calcular o lucro e recolher o imposto.

No entanto, a renda distribuída aos cotistas pessoa física será isenta de imposto de renda desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas e nenhum deles tenha mais que 10% das cotas do fundo, pessoa jurídica não tem isenção nos rendimentos distribuídos por fundos imobiliários.


Participantes do fundo 

O Gestor do fundo é responsável por tomar as decisões de investimento sempre visando entregar o melhor resultado aos cotistas, é ele quem escolhe onde investir seguindo a política e o tipo do fundo.

Porém, ele não é o único profissional envolvido em um fundo de investimento.

Temos também a figura do administrador, que é sempre uma pessoa jurídica e deve estar autorizada pela CVM (comissão de valores mobiliários) a atuar no mercado.

As principais funções do administrador são:

  1. Divulgar informações do fundo aos investidores;
  2. Calcular o valor da cota do fundo;
  3. Processar aplicações e resgates;
  4. Recolher imposto de renda;
  5. Prestar informações à CVM;
  6. Contratar auditor independente;
  7. Entre outras.

Já o custodiante é a instituição que “armazena” os ativos adquiridos pelo fundo, ou seja, o processo de compra e venda dos ativos é feito por meio do custodiante. 

Existe também o auditor independente, que é o profissional encarregado de executar anualmente a auditoria das demonstrações financeiras do fundo.

Por fim, temos o Distribuidor, que pode ser uma ou mais instituições que vão disponibilizar o fundo para que os investidores apliquem, ou seja, são os bancos e corretoras de valores.


Dinâmica de aplicação e resgate

Para conseguir se tornar cotista de um fundo, o investidor deve buscar o distribuidor que o disponibiliza.

Um fundo pode ser distribuído por várias corretoras ou só existir em uma específica, nesse caso o investidor deve abrir conta naquela corretora para ter acesso ao fundo.

Agora, para resgatar seu dinheiro de um fundo, basta solicitar o resgate no distribuidor onde foi feita a aplicação do mesmo.

É importante ficar atento ao prazo de resgate, existem fundos que o resgate acontece no mesmo dia (D+0) e outros que podem ser em D+1, D+5, D+30, D+45 e assim por diante.

O prazo de cotização é o período para transformar a cota em dinheiro, ou seja, o gestor vai vender ativos do fundo para transformá-los em dinheiro.

Na liquidação financeira é somente o prazo para o valor ser disponibilizado na conta do investidor.


Conclusão

A indústria de fundos de investimento é gigantesca, como você pode perceber pela extensão do artigo.

Justamente por isso que o investidor deve tomar extremo cuidado ao selecionar um fundo para a sua carteira, esse processo de escolha deve envolver conhecimento aprofundado para entender onde os fundos investem e se tais aplicações estão em linha com o perfil do investidor, sendo ele conservador, moderado ou arrojado.

Para iniciantes, quase sempre investir através de fundos é uma ótima alternativa, mas como vimos nesse artigo, até para os investidores mais experientes pode fazer sentido ter fundos na carteira que trazem ativos que o investidor não teria acesso.

De qualquer forma, sempre tome decisões após estudo criterioso e, caso você não se sinta confortável em ter essa responsabilidade, ficamos a disposição para te auxiliar aqui na Musa Capital.

Rafael Fernandes,
Consultor de investimentos da Musa Capital

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