Muitas pessoas acreditam que para ter sucesso nos investimentos é necessário possuir um valor inicial alto para investir, mas isso não é verdade. Realizamos um estudo buscando responder essa questão e descobrir o que é mais relevante para a trajetória da liberdade financeira, constância de aportes ou alto capital inicial.
No estudo, consideramos uma pessoa que investe cem mil reais no S&P 500 – índice de ações das quinhentas maiores empresas americanas – em janeiro de 1992 e, outra pessoa que investe mil reais mensalmente, desde janeiro de 1992. Esses valores foram escolhidos para facilitar a comparação em percentual.
O resultado mostrou que a consistência nos aportes – mil por mês – leva a um patrimônio 41% maior do que se investíssemos um valor mais alto no início – cem mil – ao final dos 30 anos. Em termos de custo pro investidor, é muito mais barato e fácil investir uma quantia menor todos os meses do que possuir um valor alto desde o início. Os aportes mensais resultaram num patrimônio de R$ 1.257.948,26 enquanto o investimento inicial alto resultou em apenas R$ 834.599,77.

Como podemos ver, o hábito de investir mensalmente é mais relevante do que o dinheiro que possuímos para começar, e por isso, devemos começar o quanto antes. A segunda lição é o poder do tempo nesse processo, o investidor iniciante que compara seu retorno com aqueles obtidos por pessoas com quantias mais relevantes acaba se frustrando, pois acredita que nunca irá obter um patrimônio elevado. Mas o tempo e a disciplina de investir regularmente pode resultar num patrimônio muito maior no longo prazo.
Gustavo Machado, CNPI

Consultor autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e analista de investimentos certificado pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec). Possui mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Bacharel em Economia e mestrando pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), alumni da Foundation for Economic Education (FEE) e da Cato University: College of Economics.